Problema de memoria

Hoje perguntei pra Cris no whatsapp se ela tinha levado laptop pra Bali. Ela respondeu: “Vc sabe que vc ja ja me perguntou isso 3 vezes, ne?”. Fiquei realmente decepcionado comigo mesmo por nao conseguir lembrar disso. Assim como nao lembro que já fui na casa da Vita. Tá ficando realmente preocupante. Pior que já falei isso 2 vezes pro meu GP e ele falou que nao acha que seja dementia. Disse que provavelmente é stress. Assim como mencionei isso pro neurologista e ele também achou que nao era nada. Mas todo mundo ao meu redor está ficando preocupado. Eu mal consigo lembrar o que assisti na semana passada. Toda nova temporada de série pra mim é um drama pq nao lembro o que se passou  na temporada anterior. Aí tenho que rever os ultimos episodios pra ter uma ideia do que tá acontecendo.

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Meeting Vita

After more than a year, I saw Vita. We met at Greenwich station and then we we walked to the park. It’s been years I haven’t been to that area and going there reminded me how nice it was. She asked me about me/work/plans. And I told her everything that happened in the past few months. Ela é uma das poucas pessoas em quem eu posso me abrir e contar tudo. Mesmo que tenhamos seguido caminhos diferentes, ainda aprecio tudo que ela fez por mim. Uma coisa que me preocupou foi o fato de eu nao lembrar que ja fui na casa dela em Swanscombe. Ela disse que eu fui ano passado, mas eu nao lembrava disso. Entao realmente minha memória está numa situacao fora do normal. Quando disse a ela sobre minha crise de ausencia, ela disse que eu tive isso na ultima vez que a gente se encontrou.

Ela tambem me contou sobre a vida dela e de como ela estava feliz em ter a Mia, que é uma graça. Nao fica fazendo pirraça e se comporta super bem comparada com outros bebes. A Vita estava um pouco cansada de ter que cuidar dos dois filhos sem o apoio da sogra enquanto o marido ficava reclamando que ela nao tinha tempo pra ele. Nao vou ficar julgando, ja que nao estou na situacao dele. Mas ela disse que tava rolando um stress. O que pra mim é normal em quase todo casal. Mas quem sou eu pra dizer?

Ficamos refletindo sobre nossas vidas, sobre como eu nao tinha onde cair morto, mas aproveitei em viagens. Pra ela, o objetivo era ter uma casa, um trabalho e uma familia. Mas como ela disse, citando a mae dela: “A gente so tem uma vida. Depois disso, tudo acaba. Voce nao vai ter seus moveis e suas roupas contigo”. E sim, ela tem razao. So espero poder pelo menos ter a satisfacao de poder lembrar das minhas viagens. Porque ta ficando complicado. Parece um copo que ja ta transbordando vazando…

Ao meio-dia, ela tinha que voltar pra estacao e nos despedimos, combinando de marcar algo em agosto. Espero que de certo.

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Tempo passando

Sentado num Pret em Notting Hill, pensando em como tive um ano interessante pra viagens. Islandia, Canada, Lisboa, Madrid, Copenhagen. Além também da visita da minha irmã e do Luis, que foi easygoing como sempre.

Depois de 3 anos vivendo no mesmo endereço, saí do flat da Akili. Aproveitei bem tendo um espaço só pra mim, com um quarto grande, sala e uma varandinha, pagando um preço ótimo pra um flat (£750 + contas, mas lembrando que no começo estava £650).
Fiz uma decisão um tanto quanto precipitada ao me mudar de lá pra um dos flats do Tony. Além de voltar a dividir o ape (com mais 2), comecei a gastar mais de uma forma geral (£725 + transporte). Pra piorar, um dos inquilinos (um portuga de merda) resolvia cozinhar as 11 da noite. Não só isso, mas tinha que pegar metro lotado todo dia. Acho que a única vantagem era que o chuveiro tinha uma pressao melhor que o da Akili e eu conseguia dormir relativamente melhor a noite (o vizinho de baixo da Akili era um paki que fazia ligações quase toda noite de madrugada.

Assim como nos anos anteriores, tive aqueles pensamentos de “terminar tudo”, além de ter uns deja vu que me deixavam desnorteado. Cheguei a ter um em frente a minha manager. O fato do Vander voltar a trabalhar na nossa unidade me trazia memórias daquele ano tumultuado no passado. Memórias que ainda me doíam de certa forma. Pelo menos ainda me sobraram uns poucos amigos, que são pessoas extraordinárias, já que sou uma pessoa difícil de se lidar.

Também fiquei refletindo sobre como consegui ficar 8 anos trabalhando na Mayer Brown. Isso se deve especialmente ao fato de fazer o turno da noite, que envolvia contato com menos gente chata (secretárias e recepcionistas).

Pensar em tempo também acaba me causando uma sensação estranha porque me faz pensar no tempo de vida como um todo, seja aqui, seja no Brasil. Comparando:
– 3 anos foi o intervalo de tempo que tive aquele problema com o Patric/Talita (2013) até o dia de hoje (2016) = praticamente nada mudou na minha vida.
– 3 anos foi o intervalo de tempo entre sair do Itaú Cultural/começar a trabalhar no Senac (2002) até me graduar na USP/decidir ir pra Londres (2005) = tive várias mudanças na minha vida.
Aumentando o intervalo de tempo:
1997-2005 (9 anos):
– Em termos profissionais/academicos: terminei o colegial em Santos (97), fazer cursinho (98), entrar na USP (99), começar a trabalhar na Faculdade de Educação (2000), trabalhar na F. Abrinq (2001), trabalhar no Senac (2002-2005) e finalizar o curso na USP (2005).
– Viajei poucas vezes: pra Gonçalves e Salvador. Mudei de casa algumas vezes: Crusp (2000 a 2002), ape da dona Helena (2002-2003), ape do seu Amaral (2003-2005)
2009-2018 (9 anos) trabalhei no mesmo prédio da Mayer Brown,
– Viajei várias vezes: EUA, Italia, França, Alemanha, Noruega, Suécia, Grecia, Israel, Holanda, Belgica, Croacia, Bosnia, Polonia, Rep. Tcheca, Espanha, Hungria, Japao.

Enquanto muita gente na minha idade já tem casa e mora confortavelmente, vivo praticamente como um adolescente. Mudei de casa algumas vezes: Caledonian (2009-2011), West Silvertown (20, Finsbury Park, Akili/Gracehill (2013-2016), Tony (2016) e finalmente Headlam Street, dividindo o espaço com Cathy e Jen. Aliás, devo agradecer as duas por me aceitarem (talvez pela falta de outros candidatos para o quarto, mas enfim…). E provavelmente em agosto vou sair dessa casa pra viajar pro Brasil e depois Asia. Enquanto isso, vou ficar uns dias com o Paul na casa da Akili.

E essa é a minha vida. Valeu a pena sair do Brasil para passar por tudo isso? Si.

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Sonhos e sensaçoes estranhas

Desde que voltei de viagem da Espanha 23/05, não fiz muita coisa, só foi confirmada mesmo minha demissao. Tive um meeting em outra unidade (Rotschild, 29/05) para ser um julgamento imparcial, com gente que nao me conhecesse. Como já era esperado, fizeram mais ou menos as mesmas perguntas que tive no ultimo meeting com a Katie. Tive que confirmar que escolhi não trazer testemunhas para evitar qualquer risco de processo. Na verdade o que eu queria mesmo era já estar livre de tudo, mas precisei responder o mesmo. Tentei ser educado e falar que eu ja tinha explicado minha versao dos fatos, mas sim, ainda era muito “suspeito” e visto com olhos de fora, não tinha mesmo como eu escapar. O unico problema era minha reputacao perante meus colegas. Eu ja não estava mais satisfeito e qualquer coisa me estressava naquele ambiente. Ja era a minha hora de sair, mas não esperava que fosse tão dramatico. Eles ja estavam de olho em mim desde o episodio do cliente que sempre pagava dinheiro.  Mas enfim, eu errei realmente e as tentativas de tentar botar troco nas vending machines tambem foram incorretas. Agi fora das regras e não tinha como me defender. Mas o que me incomodava era o fato de dar razao pro area manager, que já estava pegando no pe da galera, sendo que o pessoal podia botar a culpa pela crise financeira em mim.

Agora estou me preocupando mais em economizar onde der pra preparar um plano de viagem. Estou pensando em passar uns meses na Tailandia e Vietnam. Não tenho o esquema definido ainda, mas estou pensando em 3 meses. E sim, vou precisar de bastante dinheiro pra isso, por isso tenho que me preocupar onde dormir, quando e como. Se já é dificil aqui na Europa, imagina no Sudeste Asiático. Tenho conversado um pouco com a Cris sobre isso e ela tem me dado uns toques. Um problema que tem me incomodado bastante recentemente é meu problema de memoria. Já estava ruim em relaçao a series (nunca lembro do que havia acontecido nas temporadas anteriores). Recentemente perguntei pra Cris a mesma coisa que havia perguntado 2 dias antes. E eu ja não fazia mais idéia disso. Acabei indo ver meu GP (4/6) e ele me disse que era provavelmente relacionado a stress, não tinha chance de ser dementia. Mas ainda assim é preocupante.

Pra piorar, nesses ultimos dias tenho tido sonhos estranhos. Sempre tenho, mas sempre acordo bem. Só que dessa vez estavam marcantes. Eu tenho acordado de mau jeito, com uma sensacao familiar mas sem me lembrar do que era. Por cima, eram situacoes em que eu estava burlando as regras, fazendo algo que não devia. E estava preso a isso. Nesse último sonho que tive (8/6) eu estava em um lugar fora daqui, me relacionando com pessoas que estavam me dizendo que eu tinha que fazer determinadas coisas, mas não estava. Era uma situacao desagradavel e eu acordei sem lembrar quem ou onde.

Tive minha consulta na sexta (8/6) com o psicologo, em que falei sobre esses sonhos que me deixaram meio “down” e que também voltei a ter pensamentos de “terminar tudo”. Acho que estar sem trabalho no momento me deixaram com uma certa falta de direcionamento e perspectivas. Sempre tive esses pensamentos, mas agora eles estavam martelando mais na cabeça. O terapeuta ficou um pouco preocupado com meus relatos e perguntou se eu tinha ou estava planejando fazer algo. Falei que não, mas ainda assim ele disse que iria informar meu GP, já que era o dever dele. E ainda me deu o numero do Samaritans, caso eu tivesse mesmo com vontade. Eu realmente não queria chegar a esse ponto. Até semana passada eu estava com planos e esperanças, mas parece que a dureza do “mundo real” me desilusionou um pouco. As notícias da Kate Spade e do Anthony Bourdain cometendo suicidio também me fizeram refletir.

 

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Andalusia

16/05 – Sevilla

Partir de qualquer aeroporto de Londres é sempre uma dor de cabeça. Longas filas pra passar pela segurança e voos sempre partindo depois do horário marcado, mesmo que eles façam uma pressao para que voce chegue 40 minutos antes. Na hora de embarcar, percebi que as regras de bagagem mudaram de novo. Agora, pra botar a mala no compartimento de bagagem dentro do aviao, tem que pagar £7. Felizmente eu passei batido e nao checaram minha passagem. O voo foi tranquilo e chegou em Sevilla sem problemas. A checagem de passaporte foi rapida e assim que saí do aeroporto, peguei o onibus que leva até o terminal de onibus em Plaza das Armas, no centro. Caminhei cerca de 30 minutos até chegar no ape da Ana, localizado perto da Alameda Hercules, no bairro Macarena. A Ana me levou até meu quarto, mostrou o banheiro e cozinha. Ela também me explicou num mapa o que ver em Sevilla e onde estavam localizados os pontos principais da cidade.

Deixei minhas coisas e fui caminhando pelo bairro. Estava fazendo bastante calor, entao nao foi tao facil de aguentar. Cheguei até Metropol, uma estrutura moderna com um terraço onde se pode ter uma boa visao da cidade. Por causa do formato parecido com um cogumelo, os locais chamam o espaço de Seta (cogumelo). A entrada custava 3 euros e dava direito a um drink (que acabei esquecendo de pedir) e acesso a umas ruinas romanas no subsolo e ao terraço. Havia bastante gente em cima, mas tinha espaço suficiente para todos. De tempo em tempo vinha um grupo em visita guiada disputando os melhores espaços. E fiquei esperando até o por do sol (21:30) pra tirar umas fotos. Aí passei no mercado pra comprar pao e mortadela pra comer e fui pra casa.

17/05 – Visita guiada e encontro com David

De manha fui caminhando ate Plaza de Espana, onde me inscrevi pra fazer o walking tour com o grupo “Heart of Sevilla”. Minha guia se chamava Lorena. Ela contou a história da regiao, mouros, Reconquista até os dias de hoje. Ela começou mostrando a Plaza, construído pra exposiçao Ibero-americana em 1929. De lá, passamos em frente a catedral, a universidade, Alcazar, centro da cidade e terminou o tour no Metropol. E apesar da Lorena nao ter sido tao entusiasmada, ela mostrou realmente o essencial da cidade. De lá, fiquei andando pelas ruazinhas da cidade até 14:00, onde fiquei esperando o David em frente a um bar chamado Patio San Elo. Assim que ele chegou, entramos no bar. Pedi uma salada con pulpo, um sanduiche chamado Montadito Andaluz e coca. Perguntei se o David queria comer algo, mas ele disse que nao podia. Tanto a salada quanto o sanduiche estavam ótimos e nao custaram tao caro.

Botamos a conversa em dia e ele me disse que estava vivendo meio apertado, com trabalhos esporádicos relacionados a fotografia. Ele nao estava tao bem de saúde e culpou suas relaçoes passadas em Londres e Sevilla pela situaçao atual. Até entendo a frustraçao, mas o caso dele já parecia paranóia. Mas enfim, fomos caminhando pelo bairro Macarena, passando pela Alameda Hercules e cruzamos a ponte de la Barqueta. De lá, ele me levou a um parque construído pra Expo 92, mas que estava em mau estado de conservaçao e praticamente abandonado. Só depois ele me falou que muitos gays frequentavam aquele parque pra encontros. Isso explicou porque havia um cara sentado num banco e olhando pra gente. Ele foi seguindo a gente até que o David falou que estava mostrando a cidade pra um amigo e que talvez eles pudessem fazer algo numa outra oportunidade. Eu já estava meio cansado e decidimos que era melhor voltar. Nos despedimos e voltei pro ape tomar um banho e comer algo rápido.

A noite fiz um walking tour de flamenco com a mesma companhia de antes, dessa vez guiado por Ana. Ela contou a história do flamenco, suas origens, os tipos de dança, principais elementos que compoe uma apresentacao e outros fatos curiosos, entre eles, o fato do Japao ser o segundo país onde o flamenco é praticado. Talvez pelo fato de ser uma válvula de escape pra demonstrar emoçao, especialmente num país conhecido por ser mais fechado.

18/05 – Catedral e Alcazar

O tempo estava nublado e com cara de chover forte. Fui ao Museo de Belas Artes (grátis para cidadaos da Uniao Europeia), onde havia uma coleçao mediana e dedicada a artistas da regiao. Seu forte era uma seçao dedicada especialmente a Murilo, cujas pinturas eram realmente do meu gosto. De lá, parti pra catedral.

A fila pra entrar estava mais longa do que eu esperava. E pra piorar começou a chover forte. Depois de quase meia hora, consegui entrar. A catedral em si era bonita. Havia um grande altar dedicado a Colombo. Depois subi a torre chamada La Giralda. O tempo não estava lá essas coisas, mas era possivel ter uma vista interessante da cidade.

Depois fui ao Alcazar, antigo forte árabe eque também foi usado como palácio por Pedro de Castilha. Também usado como palácio Dorne em Game of Thrones. Nessa hora já fazia calor e sol. Fiquei bastante tempo lá. Ainda comi um pastry no restaurante. Fiquei no total umas 3 horas lá. Quando saí, já não havia muito que fazer e eu já tinha visto tudo, a única coisa que faltava era a Basílica de Macarena. Como sempre havia gente pedindo dinheiro na entrada. Assim que entrei, fiquei até admirado com a beleza. Era realmente mais bonita do que eu imaginava.

Eu já estava cansado de ver templos, então fui pra casa. Bati um papo com a Ana e o marido. A Ana é da Republica Dominicana e o marido era daqui mesmo. Falamos da vida na Andalusia, da minha história em Londres e até telenovelas, que a Ana assistia, entre elas, Chica da Silva.

19/05 – Cordoba

Minha idéia inicial era pegar o trem das 9:20, então cheguei na estação uns 5 minutos antes. Fui na máquina, mas meu cartao não foi aceito. Como não tinha muito tempo, comecei a me estressar e quase chutei a maquina. Fui até o balcão, mas já tinha uma fila e só 2 funcionarios atendendo, sendo que um deles estava atendendo um casal de chineses, que lógico, não sabiam falar nem ingles nem espanhol e o funcionario estava tendo até que uma certa paciencia. Sem chance de pegar o trem desse horario, fui até a maquina de novo e usei meu Amex, que dessa vez funcionou.  Mas o horario era pra 11:00. Então fui dar um role pelas redondeas e ver se eu achava algo pra comer.

O trajeto até que foi tranquilo. Fiquei num desses assentos que dividia com mais outros 3. Do meu lado sentou uma estudante local e na minha frente um pai e sua respectiva filha. O trem era com destino a Madrid, então foi rapido que um regular. Chegando em Cordoba, fui direto ao Alcazar, principal atracao da cidade. Alcazar era um antigo forte/palácio pertencente aos mouros e que foi preservado depois da Reconquista. Os católicos mantiveram a estrutura da mesquista e adicionaram elementos cristãos, tornando uma mistura interessante.  Como sempre, haviam varios grupos, mas varios mesmo. Tinha horas que era dificil ficar em frente ao altar principal de tanta gente aglomerada.

Depois da visita, fui andar pela cidade. Estava um calor insuportável, então encontrar sombra era essencial. Havia não só grupos de turistas se espalhando pelas ruas estreitas, mas também estudantes locais se vestindo a caráter para as várias festas/eventos que estavam rolando.

Atravessei a ponte romana, de onde se tinha uma vista interessante do Alcazar e da catedral. Não foi tão facil atravessar ja que o sol estava realmente queimando. Pra alegrar o ambiente e me distrair um pouco, fiquei impressionado com várias garotas estavam naqueles vestidos elegantes com florzinha ou estilo flamenco, inclusive alguns caras. Mas acho que a melhor vestimenta foi uma mocinha que estava vestida como montador, com chapeu, bigode e um cavalo inflável ao redor do corpo. Me arrependi de não ter tirado uma foto. Atravessei a ponte de volta e caminhei por mais ruas estreitas, além de repetir outros trajetos mais turisticos. O principal point da cidade é a calle das Flores, uma rua estreita assim chamada por causa da decoracao de flores ao redor das paredes. Como sempre, vários turistas tirando foto e passando pelas paredes estreitas. Depois E as 2:30, resolvi voltar. No termometro estava marcando 34 graus. E eu so procurava andar pela sombra. Na chegada a Sevilla, fui andando mais um pouco pelo bairro onde estava hospedado e passei meus “ultimos momentos” sentado na Plaza Hercules. Terminei o que tinha na geladeira (presunto, cream cheese, pao) e fui dormir.

20/05 – Granada

Saí de manha e peguei o bus pra Granada. A viagem foi tranquila. Meu bus era estilo premium, então eles tinham assentos pra uma só pessoa.  E um ar condicionado potente. Ao chegar na estação, peguei um bus local que me deixou proximo da prédio. Dava pra ver a catedral e assim qeu eu cheguei na rua, vi que era uma dessas ruas estilo Soho, com bares, restaurantes, flyers sendo distribuidos e moças na porta convidando a entrar. Em termos de localizacao, o ape estava realmente bem. Subi até o 2º andar e conheci Jose e Monica, um casal universitário muito simpático. José me explicou sobre o ape, cozinha, quarto, banheiro. Ele me falou que por conta do barulho, tinha earplugs a minha disposicao. Depois perguntaram se eu tinha alguma dúvida e mencionei se vale a pena comer caracois, o que era ridiculo e um tanto quanto esporadico, mas enfim…

Assim que deixei minhas coisas, já fui andar. Como estava perto, resolvi entrar na catedral, que tinha uma bela arquitetura interna, bem iluminada com cores brancas naturais e dois orgaos imponentes. Depois fui fazer um trajeto que levava ao Alhambra. Por ser uma cidade antiga, muito de sua arquitetura, ruas estreitas e com paralelepipedos, prédios históricos e uns becos esquisitos. Além de histórica, a cidade também era universitária. Muitos estudantes vinham de várias partes da Espanha por conta da qualidade do ensino.

Assim como os destinos anteriores, a cidade ainda mantém sua estrutura e um pouco de seu espírito da época, promovendo seu turismo por conta dos elementos tradicionais. Continuei andando até o Alhambra para me familiarizar com o trajeto pra visita de amanha e evitar possíveis imprevistos. O caminho tinha algumas subidas e descidas, além do calor estar um pouco além do suportável. Não era dificil, apenas uma certa caminhada. Depois de já estar mais confiante e seguro, fui até a praça principal as 18:00 fazer um walking tour pela regiao de Albayzin, onde se concentravam os primeiros habitantes de Granada.  O guia se chamava Pedro e ele fez uma caminhada interessante, explicando os principais pontos turisticos e históricos da regiao, os diferentes grupos étnicos na época (árabes, árabes convertidos, mujadins, etc). Li sobre o famoso Mirador San Nicolas e a visita de Bill Clinton em 97 dizendo que é o melhor por do sol do mundo (que ele conhecia da época em que ele era estudante universitário em Granada), ja que tinha a vista do Alhambra e Sierra Nevada. Mas de acordo com o guia, seu point pra ver o por do sol era outro mirador cujo nome nao lembro, mas por questoes de marketing, ficou sendo o San Nicolas. No caminho notei uma quantidade considerável de gente alternativa. Gente com mochilao nas costas, cachorros como companhia e fumando baseado. Achava que era algo tipico da regiao, mas se concentravam especialmente nas regioes tradicionais e perto de miradores. Tanto é que perto de um mirador, podia-se encontrar várias casas e alojamentos perto de rios e lugares mais naturais. Tinha um número consideravel de habitantes nesses tipos de casa.

Comi num barzinho local  chamado Aliatar, recomendado pelo casal que me hospedou. Eles serviam vários tipos de sanduiches, baratos, bons e que até que enchiam a pança. Passei por lá com certa regularidade, onde escolhia sanduiches simples e logicamente com carne, um deles era frango a milanesa, outro era mexilhoes com maionese e outro era cachorro quente, todos eles estavam ótimos.

A noite, fui descansar e me preparar pro Alhambra no dia seguinte. Os earplugs eram realmente necessários porque havia bastante movimento e barulho durante a noite. E foram os melhores earplugs que já usei, eles se mantiveram na minha orelha sem ficar caindo toda hora.

21/05 – Alhambra

Acordei cedo e já fui direto. Não era tão fácil de achar, apesar de colocarem sinalizaçao. Era meio confuso saber por onde entrar e qual o caminho certo. Se eu não tivesse feito o trajeto no dia anterior, eu provavelmente me estressaria um pouco. O principal era entrar no Palacio Nasrid as 9:00, porque o espaço era limitado e disputado. Os outros setores já podia se ver em qualquer horário. As flores ao redor cheiravam bem e a vista/temperatura estava calma. Logo uma fila se formou e chegou a hora de entrar.

O Alhambra era grande mesmo, com vários setores. O Palácio Nasrid é o ponto principal, já que foi usado como residencia dos governantes, que foram evoluindo e aumentando sua exuberancia e decoracao. Além da parte artistica, é realmente interessante ver como eles construíram os detalhes e usaram ideias geniais para se defender do calor. Mesmo com a Reconquista, os reis católicos mantiveram a estrutura e os elementos muculmanos, adicionando mais salas e elementos cristaos. Era interessante também olhar os detalhes geometricos nos tetos e nas paredes. Aliás, era tudo interessante com vários elementos funcionais e detalhados. Depois de andar pelos principais setores, parei num jardim que tinha uma vista boa de parte do Alhambra e também da cidade de Granada. Tinha uma familia alema que estava mais ou menos na mesma velocidade que eu desde a entrada no palácio. Normalmente passariam despercebidos, mas por terem 4 meninas bonitinhas andando e se mexendo toda hora, não dava pra não reparar… Os velhinhos, uma das meninas e sua respectiva mae estavam num canto fazendo uma pausa e passando protetor solar. Perguntei pra menina se ela poderia tirar uma foto minha na pose clássica. Ela tirou e eu pedi mais uma pra garantir. Depois falei que estava “wonderful”, ao que o velhinho comentou “wunderbar!!”. “- Ah, you’re german” – comentei só pra puxar um papo rapido. Eles perguntaram de onde eu era e quando respondi que era brasileiro, eles se mostraram surpresos. Enquanto isso vi que a menina tinha gostado da minha idéia de fotografar de costas e pediu pra mae tirar uma dela nessa pose. Achei bem legal saber que a tedesquinha se inspirou em minha pose pra tirar uma igual. Fez meu dia brilhar… Já havia andado e visto bastante, entao comecei a descansar e apenas ficar indo lentamente, aproveitando o cheiro incrivel das flores, em especial uma chamada “celindo”, que tinha um aroma realmente impressionante.

Terminei assim minha visita, fui andar mais uma vez pelo Mirador San Nicolas e depois fui comer algo rápido no Aliatar. De lá, fiz um pit stop em casa (a localizacao central quebrava um galho imenso), fui até a parte mais sul da cidade, fiquei perambulando pelo centro e terminei mais uma vez no mirador.

 

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Encontro com a Lorena

Nesse domingo me encontrei com a Lorena em Walthamstow. Fazia uns 6 anos que eu não ia praqueles lados e fazia uns 2 anos que eu não via a Lorena. Ela me levou pra um bar/restaurante chamado Mirth, Marvel & Maud. Antigamente funcionava como um cinema, construído num estilo art deco, que ainda permanece até hoje. Esse espaço me fez lembrar parte da minha infancia/adolescencia, quando eu costumava ir aos cinemas no Gonzaga (Roxy, Indaia, Alhambra, Iporanga).

A Lorena está trabalhando como gerente de uma Hobbs em Hampstead. Ela estava estressada com o trabalho e queria tentar outra coisa mais significativa. E como sempre, me deu uma bronca dizendo que eu deveria me mexer e tentar algo pra mim também. Enfim, ela tem razao, assim como a Cris também ja me disse isso várias vezes.

 

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Porto 2017

Mesmo com pouco tempo de antecedencia, achei tkts baratos para Porto (7-10/12/17. A viagem foi tranquila e fiquei hospedado no ape da Adelia, uma moça amigavel que me explicou praticamente tudo sobre a cidade: o que ver, onde ir, o que comer…). Fiz um walking tour pelo centro e aprendi mais sobre a historia da regiao, Portugal e tambem um pouco sobre o Brasil, aspectos e fatos que eu não tinha muito conhecimento.

Ainda tive dificuldades em me acostumar com o sotaque apesar de entender melhor. Como um dos guias falou, o sotaque dele soa como um “russo falando espanhol”.

Não lembro muito bem o que vi,  mas a cidade tem seu charme, com ruas estreitas, ladeiras com seus altos e baixos e bastante turistas.

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